IV Passeio Natal 23-12-2012

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Ética do BTT

Leis de Murphy do BTTFalta sempre mais do que aquilo que se pensa.
O fim da subida não está depois da próxima curva.
A água e a comida nunca duram o suficiente.
Em casa, nenhuma barra energética sabe bem.
Na serra, nenhuma barra energética sabe mal.
As pedras e os buracos estão sempre no nosso lado do caminho.
Os regos estão sempre no lado oposto para se poderem atravessar à nossa frente.
A probabilidade de um jipe estar a entupir o caminho depois de uma curva cega aumenta proporcionalmente em relação à velocidade média da descida imediatamente anterior à curva
As pedras são atraídas para as rodas dianteiras. As rodas dianteiras são atraídas para os buracos.
Os insectos voadores apontam sempre para os olhos ou boca, e atacam só nas descidas.
Estamos sempre em melhor forma do que julgamos, a não ser que estejamos em pior forma do que julgamos
As nossas ultimas forças esgotam-se sempre no exacto momento em que aparece um puto esperto com uma bicicleta cara ou uma subida que não estava lá no fim de semana anterior

Lei dos Trilhos de Shedenhlem.
Todos os trilhos e caminhos de montanha têm mais secções a subir do que a descer ou a direito.
Ciclismo

Lei de Murphy
Qualquer que seja a direcção em que se pedale, é sempre contra o vento e a subir.

Lei de Humphrie
O caminho mais curto é o que tem as subidas mais empinadas.

(Fonte: Regras da Nartional Off-Road Bicycle Association - NORBA)

Ciclismo e saúde

Embora não seja favorável à cópia de conteúdos existentes na Intertet, não resisti a colocar aqui no Blog este interessante artigo que encontrei no site Mountain Bike
Antes de praticar qualquer atividade física você deve procurar a orientação de um profissional.
" BICICLETA ADEQUADA TRAZ
BENEFÍCIOS À SAÚDE "
A prática do ciclismo dá ao coração uma grande reserva de potência, e por isso é considerado o desporto mais eficaz para a prevenção de problemas cardíacos. Além desse benefício, pesquisas médicas constataram que o uso regular da bicicleta proporciona numerosas vantagens à saúde.
A bicicleta funciona com agente libertador, ampliando o universo dos que utilizam. Despendendo a mesma energia e praticamente no mesmo tempo, o ciclista pode atingir distâncias até dez vezes maiores do que se estivesse caminhando.
Como agente estimulador, o ciclismo tem demonstrado um sensível aumento na produção de hormônios, como o crescimento, imprescindível para os jovens. Andar de bicicleta estimula a "Glândula Hipófise",
localizada na base do cérebro, fazendo-a aumentar de cinco a sete vezes o volume de secreção do hormônio do crescimento em relação à outros métodos.
Muito importante também é a contribuição do ciclismo como agente preventivo. O uso diário da bicicleta é uma das armas contra a obesidade, pelo simples aumento dos gastos calóricos. Da mesma forma, previne contra os vícios de postura porque, além da ativação dos membros inferiores, fortalece a musculatura como um todo, incluindo membros superiores, tronco e pescoço.
A ação preventiva do ciclismo ajuda, ainda a evitar ou controlar doenças do tipo metabólico, como o excesso de açúcar no sangue:, problemas cardíacos, por fortalecer a musculatura do coração e a Osteoporose é um processo gradativo de redução da quantidade de cálcio e fósforo do sistema ósseo, que ocorre em um apreciável número de pessoas, especialmente após os 45 anos de idade, tornando-se rarefeito e menos resistente.
Por simples prazer ou por conscientização desses benefícios que a bicicleta proporciona, é comum ver locais aprazíveis e seguros cada vez mais repletos de ciclistas, em fins de semana ou mesmo em dias úteis.

Mãos
  • Sintomas: Dormência e/ou perda de força nas mãos (Neuropatia Ulnar).
  • Causas: Excessiva pressão das mãos sobre o guiador.
  • Solução:
    1. Use luvas de ciclista, com as palmas estofadas e/ou coloque fita estofada no guiador
    2. Mude a posição das mãos com freqüência ao andar.
Região Lombar
  • Sintomas: Rigidez; dolorido
  • Causas:
    1. Ficar muito tempo curvado sobre o guiador.
    2. Guiador muito baixo em relação ao selim.
    3. Espigão do guiador longo demais.
    4. Uma perna maior/menor que a outra.
  • Soluções:
    1. Estique o corpo antes andar, mude freqüentemente de posição e faça " sit-ups " com os joelhos dobrados, para fortalecer os músculos das costas.
    2. Levante o guiador até uma polegada abaixo do selim.
    3. Substitua o suporte por outro do tamanho certo. Ao andar com as mãos nas calotas da alavanca de freio e olhar para baixo, o guiador deve ocultar o cubo dianteiro.
    4. Ponha um calço entre a presilha e o calçado da perna menor, ou então peça a um pediatra para fazer uma sola ortótica.
Olhos
  • Sintoma: Cansaço; secura
  • Causas:
    1. Exposição excessiva à radiação ultravioleta.
    2. vento nos olhos e/ou pouca lubrificação por lágrima.
  • Soluções:
    1. Use óculos de sol, com lentes à prova de choque e capazes de deter um alto grau de raios ultravioleta.
    2. Use óculos de sol do tipo que rodeiam a cabeça e/ou use colírio.
Pés
  • Sintomas: Queimação ou dormência na bola do pé ( pé quente ).
  • Causas:
    1. Calçado apertado.
    2. Solas rígidas de plástico.
    3. faixas de pé apertadas.
    4. Pés inchados.
  • Soluções:
    1. Coloque uma palmilha fina e elástica.
    2. Mantenha as faixas frouxas a não ser em subidas e em altas velocidades
    3. Afrouxe os laços do calçados e das faixas, ao menor sinal de desconforto.
Ombros
  • Sintomas: Rígidos; doloridos
  • Causas:
    1. Andar com os ombros presos.
    2. Largura inadequada do guiador.
    3. Pouca altura ou comprimento do espigão do guiador.
  • Soluções:
    1. Mantenha os cotovelos dobrados e frouxos, para absorver melhor os choques da estrada.
    2. Substitua por um guiador de dimensões corretas. A largura da barra deve ser a mesma que dos ombros.
    3. Substitua por um suporte com comprimento e altura adequados ( Veja Região Lombar ).
Pescoço
  • Sintomas: Rigidez; dor
  • Causas:
    1. Capacete apertado.
    2. Cabeça fixa por muito tempo.
    3. Posição de pedalar muita baixa.
  • Soluções:
    1. Use um capacete moderno e leve, dentro dos padrões de segurança.
    2. de tempo em tempo, abaixe e gire a cabeça.
    3. Aumente a altura do guiador ou substitua por um suporte mais curto.
Coxas
  • Sintomas: desconforto; cãibras
  • Causas:
    1. Muito esforço ou muito tempo ao pedalar.
    2. Falta de treino ou de líquido.
  • Soluções:
    1. Diminua o ritmo para relaxar; depois massageie os músculos.
    2. Aumente a distância e a intensidade aos poucos e tome líquidos com freqüência ao andar.
Nádegas
  • Sintomas: Desconforto: dor causada pelo selim; esfolação
  • Causas:
    1. Pouco tempo no selim e/ou sela muito estreita, ou muito larga ou muito dura.
    2. Altura do selim inadequada.
    3. Equipamento inadequado.
    4. Falta de higiene.
  • Soluções:
    1. Aumente a quilometragem aos poucos e/ou substitua o selim por um que se encaixe na sua anatomia. As mulheres podem requerer um selim mais largo. Uma almofada de selim pode ajudar também.
    2. A medida do topo do selim até a metade do eixo da manivela deve ser 88.5% do comprimento da costura lateral da perna, medida do entreperna até o assoalho, estando de pés descalços. Altura inadequada provoca movimento excessivo e fricção ao pedalar.
    3. Use calções com retângulos variados com estofamento no entrepernas ( Chamois )
    4. Lave a área da virilha antes de toda corrida; lave os calções após toda a corrida.
Joelhos
  • Sintomas: Rigidez; dores
  • Causas:
    1. Pedalando a uma marcha muito grande.
    2. Aumento muito rápido de quilometragem.
    3. Posição inadequada da presilha do pé.
    4. Altura do selim inadequada.
    5. roupas impróprias
  • Soluções:
    1. Aprenda a andar em marchas moderadas, numa rápida cadência de mais de 90 rpm.
    2. Aumente kilometragem e intensidade apenas cerca de 10%, por semana, no começo de cada temporada.
    3. Coloque os presilhas de forma a conservar o alinhamento dos pés e coloque a bola do pé em cima do eixo do pedal.
    4. Ajuste o selim.
    5. Use colants ou aquecimento nas pernas quando a temperatura estiver abaixo de 15%.
. Cintura
  • Sintomas: Dor lateral ou "pontada "
  • Causas: Pouco oxigênio nos músculos, usados para respiração intensa.
  • Soluções: Reduza a intensidade do esforço físico e/ou massage de leve a região para aumentar o fluxo sangüíneo.
Tornozelos
  • Sintomas: Parte traseira do tornozelo sensível ( Achilles Tendinitis ).
  • Causas:
    1. Aquecimento inadequado.
    2. Subida em marcha muito grande.
    3. Altura do selim ou posição das presilhas do pé inadequadas.
  • Soluções:
    1. Estique-se antes de andar; comece a rodar devagar, especialmente quando frio.
    2. Use marchas baixas para subida.
    3. Ajuste a altura do selim e a posição das presilhas.
Quadris
  • Sintomas: Dor crônica; contusão
  • Causas:
    1. Altura do selim inadequada ou perna mais curta.
    2. Acidente.
  • Soluções:
    1. Ajuste a altura do selim; coloque uma palmilha ou um calço entre o calçado e a presilha ou faça um calçado especial.
    2. Tome um remédio anti-inflamatório e sedativo ( Aspirina ) e aplique gelo devagar; melhore habilidade de andar
Triceps
  • Sintomas: Dores musculares; fraqueza
  • Causas:
    1. Condicionamento insuficiente.
    2. Distância do guiador excessiva.
    3. Posição rígida de pedalar.
  • Soluções:
    1. Faça exercícios ou estiramento do triceps com pesos para aumentar a força muscular.
    2. Coloque um espigão do guiador mais curto.
    3. Troque a posição do braço e da mão com freqüência.
Braços e Pernas
  • Sintomas: Erupção cutânea causada por fricção
  • Causas: Colisão
  • Soluções: Limpe o ferimento e cubra-o com uma pomada antibiótico e gaze, que deve ser trocada todos os dias; melhore suas habilidades de dirigir.
Pele
  • Sintomas: Queimaduras; câncer de pele
  • Causas: Super-exposição aos raios solares ultravioleta
  • Soluções:
    1. Use um protetor solar com um fator de, no mínimo, 15.
    2. Cubra as partes queimadas com um visor, colant ou malha de manga longa para evitar danos maiores; consulte um médico a respeito de lesões e manchas duvidosas.
Como qualquer atividade física, o ciclismo pode causar pequenas dores e sensibilidade de partes afetadas, especialmente para quem começa a andar. Geralmente, o desconforto acaba conforme a pessoa se acostuma a andar. Às vezes, porém, ele continua devido a posições impróprias ou técnicas erradas. Este guia prático o auxiliará a identificar as causas e os remédios.

A pressão certa do pneu

Qual é a pressão ideal para pneus de BTT?

Com certeza que já deves ter feito esta pergunta a ti mesmo.
Segue abaixo uma tabela de como tu deves calcular a pressão para o teu pneu:

Começa com 40 psi, e depois:

Pneus menores que 2.0 + 5 psi
Trilhos secos e com pedras + 5 psi
Andando rápido + 5 psi
Andando de vagar - 5 psi
Trilhos arenosos - 5 psi
Trilhos molhados com raízes e pedras - 5 psi
Biker com mais de 80kg + 5 psi
Biker com menos de 80kg - 5 psi

Esta tabela funciona muito bem para a modalidade cross-country. Mas lembra-te que algumas vezes pode ser ao gosto pessoal ou funcionar melhor para o teu estilo de pedalada.

Hidratação durante o treino

O suor é a forma que o corpo encontra de dissipar o calor, evitando o aumento acentuado da temperatura do corpo, o que prejudicaria o desempenho físico. Porém, juntamente com o suor, são perdidos alguns eletrólitos importantes (sódio, potássio e cloreto).

Dessa forma, as bebidas desportivas mostram-se eficazes na hidratação, por conterem nutrientes e eletrólitos específicos, além de auxiliarem na regulação da temperatura corporal. A reposição hídrica adequada durante o exercício deve ser de 150 a 200ml a cada 15 a 20 minutos, a partir dos 15 primeiros minutos de prova.

Após uma hora de prática desportiva e em dias quentes, deve-se optar por bebidas desportivas. São elas: água de coco, soro caseiro, isotônico e sucos de frutas.

Essas bebidas devem ser ingeridas preferencialmente frias para saírem rápido do estômago. A desidratação pode causar tonturas, desmaios e até mesmo o coma, portanto fique atento á sua saúde!

Dicas para BTT (Parte 2)

Em passeios/provas
de longa distância é fundamental
fazer uma gestão rigorosa do esforço e nunca te deixes
entusiasmar pelo andamento dos outros. Se não
estiveres bem preparado, mais cedo ou mais tarde
vais pagar o excesso de esforço e será doloroso
terminar o passeio/prova. Outra regra de ouro é beber
sempre antes de ter sede e comer antes de ter fome.

No inverno com o tempo chuvoso, lamacento e frio, a utilização do "camel baque" tem várias vantagens em relação ao tradicional cantil:
É muito mais higiénico, mantém os líquidos a temperatura muito mais agradável e as fitas que o apertam ao teu corpo, reduzem em muito a circulação de ar frio no interior da tua roupa..

Em longas descidas, é preferível travar com intensidade e largar durante algum tempo os travões,do que estar a travar constantemente durante toda a descida.
Havendo sobre aquecimento dos calços (ou das pastilhas dos discos),os travões desgastam-se mais rapidamente e perdem muita eficácia.
Se de repente precisas de travar a fundo....

Se sofrerem de cãimbras, experimentem algo que se vende nas farmácias e que se chama: Magnesio-card.Funciona às mil maravilhas. Uma carteira antes de cada refeição durante a semana( almoço/jantar ).

BTT Dicas

Com tempo frio, sempre que tiveres de parar, evita faze-lo no início de uma descida. Quando voltares a pedalar vais estar frio e com o corpo suado. A deslocação do ar, associada à falta de esforço físico durante a descida, vão provocar arrefecimento acentuado do teu corpo, que para além de ser desagradável, pode provocar um resfriado. Mas, se recomeçares a pedalar (calmamente) numa subida, quando chegares ao topo já estarás "quente" e tirarás o máximo gozo da descida.

Um pouco de lama no quadro da tua bike, não é razão para a lavares sempre que fazes uma saída. O importante é manter limpo o sistema de transmissão e os "vedantes" da suspensão. As lavagens com jactos de água nos rolamentos e eixos não dão saúde nenhuma à tua bike e por isso devem ser evitados...a não ser que sejas adepto da manutenção e gostes de passar horas a desmontar a bike para a limpar e lubrificar a fundo.

Quer seja no Verão ou Inverno o calçado fica sempre húmido depois de umas pedaladas. Enche o mesmo com papal de jornal bem compactado e vai trocando de vez em quando. A quantidade de água absorvida é enorme, depois é só pôr um pouco a arejar, mas o trabalho fica bem mais simplificado e ajuda a secar mais rápido.

Técnicas básicas para a prática do BTT

Árvores Caídas
Para passar por troncos ou raízes salientes, precisa de saber levantar a roda da frente e logo de seguida a roda traseira. Sempre sem perder o equilíbrio. Enfrente o obstáculo a velocidade moderada, deixe de pedalar e coloque ambos os pedais ao mesmo nível, puxe o corpo para trás e mediatamente antes de colidir com o obstáculo, puxe o guiador para levantar a roda da frente. Logo depois da roda da frente passar o obstáculo e a pausar no chão, desloque o corpo para a frente e com a ajuda dos pés, levante a roda traseira, para que transponha o obstáculo com o mínimo de impacto possível. Para praticar esta manobra, coloque vários troncos com cerca de 20 cm de altura, distanciados cerca de 3 metros. Os troncos devem estar fixos. Se tiver dificuldade em arranjar troncos, experimente subir passeios, aplicando a técnica descrita. Comece com passeios baixos. É uma forma de ganhar confiança. Mas atenção, os passeios têm arestas que podem provocar furos em ambas as rodas, se a manobra for mal feita. Utilize a zona das rampas das garagens ou passadeiras. Você estará mestre quando conseguir levantar a roda da frente e sem a colocar no chão, levantar a roda de trás, ao mesmo tempo que ultrapassa o obstáculo: O famoso "salto de coelho".

Valas

As valas e buracos mais fundos e compridos devem ser feitos a pé, enquanto não tiver a destreza suficiente. (Não se deixe influenciar pelos seus companheiros mais experientes. Fazer os obstáculos a pé denota bom senso, personalidade e coragem). Comece com valas pouco inclinadas. Antes de enfrentar a vala coloque uma velocidade leve, na descida puxe o corpo para trás e mal comece a subida passe o peso do corpo para cima do guiador e pedale sem solavancos. Se a vala tiver água ou lama no fundo prepare-se para as surpresas.

Lama

O segredo para atravessar terrenos enlameados está no impulso inicial, não parar de pedalar para manter a velocidade. Antes de enfrentar a lama, meta uma mudança mais leve e chegue-se para trás do selim, de modo a colocar o peso sobre a roda traseira, escolha o trajecto mais recto e simples, porque qualquer desvio vai faze-lo perder velocidade. Mantenha o guiador firme e evite travar. Esteja sempre atento, nunca se sabe o que está escondido por debaixo da lama. Pode encontrar pedras, buracos ou paus. A lama é um dos maiores inimigos dos calços dos travões. (e de uma maneira geral de todos os mecanismos da bicicleta).

Arrancar numa subida

Perder velocidade, parar ou até mesmo cair numa subida é perfeitamente natural, principalmente em subidas técnicas. Para recomeçar a pedalar, procure um local menos acidentado, ponha uma mudança leve (muito leve). Pode ser necessário levantar a roda traseira e engrenar a mudança manualmente. Coloque a bicicleta num angulo 45º em relação à inclinação do terreno, aperte as manetes dos travões e monte a bicicleta de forma a ficar com o pé apoiado no chão na parte mais alta da subida. A primeira pedalada é dada pelo outro pé. Não deve ser muito forte, caso contrário levanta a roda da frente e vai perder o equilíbrio. Aproveite o pé que estava no chão para simultaneamente dar impulso à bicicleta enquanto puxa o corpo para a frente e começa a pedalar. Esta manobra, aparentemente fácil requer alguma prática em subidas difíceis. Não desista. Tente várias vezes até conseguir.

Descidas

As descidas são um dos "obstáculos" mais perigosos do BTT. O excesso de confiança, a falta de prática, a emoção e a adrenalina da descida e os obstáculos surpresa fazem um cokteil explosivo e perigoso. Convém engrenar uma velocidade pesada para esticar a corrente e evitar que salte. Por outro lado evita que pedale em "seco" quando precisar de pedalar. É fundamental saber escolher a trajectória, principalmente em descidas mais ou menos técnicas. Nem sempre o caminho aparentemente mais fácil é o melhor. A escolha da melhor trajectória aprende-se com a prática. Deve-se estar sempre a olhar para os 8 a 10 metros à nossa frente e nunca para a roda da frente. Devemo-nos concentrar no piso escolhido e nunca no que evitamos. Depois de escolhida a trajectória já não há tempo para correcções. As reacções são instintivas e tudo se passa muito rápido. A partir de certa velocidade o nosso cérebro não é capaz de discernir todos os pormenores. Com a trepidação e a velocidade, vemos as coisa a passarem como um rascunho e só nos podemos concentrar naquilo que realmente nos pode fazer perder o controlo da bicicleta.

Quando começamos a descer, temos tendência em puxar o corpo para a frente. Se chocarmos com algum calhau, rego ou tronco, em vez de saltarmos o objecto, voamos por cima do guiador!!! Para evitar uma queda grave, estique os braços e puxe o traseiro para trás do selim. Aperte as cochas contra o selim e mantenha os pedais ao mesmo nível, para não perder o equilíbrio e evitar que choquem com objectos. Esta posição - a tomar em descidas mais radicais - coloca o centro de gravidade muito baixo e mesmo perdendo o controlo da bicicleta a queda não será muito grave.

A maior percentagem da travagem pertence ao travão da frente. Mas em terrenos com pouca aderência este travão deve ser utilizado com moderação. Um descuido e temos a roda da frente a deslizar. O travão da frente deve ser utilizado em trajectórias a direito. Se temos uma curva acentuada à nossa frente - numa descida por exemplo - devemos travar fortemente (com o travão da frente) imediatamente antes da curva, e mal entramos na curva, utilizamos o travão de trás para ajudar a conseguir a melhor trajectória. Nas descidas mais técnicas e trialeiras, o travão traseiro é muitas vezes utilizado para orientar a bicicleta, e o travão da frente serve apenas para não deixar embalar a bicicleta em excesso.

Não fique a travar permanentemente durante muito tempo. Trave mais fortemente e em intervalos. Assim evita o aquecimento dos calços, que pode provocar perdas significativas, na capacidade de travagem.

Subir

As bicicletas de montanha foram pensadas para enfrentar as piores subidas. Com 24 ou 27 velocidades, é fácil a qualquer principiante, fazer a maior parte das subidas. Para fazer uma correcta escolha da mudança de velocidades, é preciso alguma experiência. Pense nas mudanças a utilizar antes de começar a subir. Se vai enfrentar uma subida difícil, escolha a cremalheira (rodas dentadas da pedaleira) mais pequena. Depois, durante a subida só precisa de actuar num dos comandos das mudanças: O dos carretos da roda traseira, geralmente do lado direito. Evite trocar de mudanças em esforço. Se precisa de colocar uma mudança mais leve (ou pesada), dê previamente 2 ou 3 pedaladas mais fortes para a bicicleta ganhar algum balanço e ter alguns segundos para fazer a troca de mudança sem esforçar a corrente e os carretos. Troca de mudanças em esforço, pode partir a corrente e causar danos graves nos dentes dos carretos.

Para se manter sentado durante uma subida inclinada, tem que saber distinguir o peso a aplicar nas duas rodas, para evitar levantar a da frente e perder a tracção na de trás. Para os principiantes, a melhor maneira de conseguir este compromisso é permanecer sentado, e colocar peso na roda da frente, inclinando-se sobre o guiador, mantendo o nariz a cerca de 10 cm do guiador e os cotovelos bem em baixo. O traseiro deve ser puxado para a parte posterior do selim. O segredo está em não perder a tracção. Se a roda da frente levantar é fácil corrigir a trajectória. No entanto se perder tracção, perde rapidamente o equilíbrio e vai ter que desmontar. Mas, a técnica não é tudo; A força nas pernas é essencial para recuperar das mudanças de ritmo provocadas pelos obstáculos que vão aparecendo na subida.

Conclusão

Quer tenha muita ou pouca prática, o mais importante é tirar o máximo prazer da sua bicicleta. Não ultrapasse os seu limites e terá longas horas de prazer e vontade sempre renovada de voltar a pegar na sua máquina para mais umas voltas.